Rei da Jordânia se reúne com líderes cristãos para discutir o Monte do Templo

Autor: Redação HolyNews

Em um movimento inédito, o rei da Jordânia, Abdullah II, pediu para se encontrar com líderes cristãos durante sua visita aos Estados Unidos. Um dos principais assuntos foram as tensões no Monte do Templo, considerado para o Islã seu terceiro local mais sagrado.

Abdullah II, cuja linhagem remonta ao profeta Maomé, é também responsável por gerenciar os locais islâmicos em Jerusalém, por meio do Waqf Islâmico. Entre os espaços controlados pela Jordânia estão a Mesquita Al-Aqsa e a Cúpula da Rocha.

Em Nova York, na segunda-feira (9), o rei se reuniu com um grupo de cristãos de diversas denominações, entre católicos, protestantes, evangélicos e cristãos ortodoxos armênios e gregos.

O Monte do Templo, chamado pelos árabes de Al-Haram Al-Sharif, tem sido regido por um acordo de “status quo”, que limita as orações no local apenas para muçulmanos.

Nos últimos anos, no entanto, judeus têm exigido o direito de orar no Monte do Templo, o que coloca o governo de Israel em uma posição delicada com os árabes. Encontrar uma solução diplomática parecia ser o objetivo do encontro do rei com os líderes cristãos, informa o Religion News Service.

Kyle Cristofalo, da organização Igrejas Pela Paz no Oriente Médio, que ajudou a organizar o encontro, disse que os líderes cristãos estão profundamente entristecidos pelos conflitos no Monte do Templo e reafirmaram seu compromisso de trabalhar pela harmonia e para todos os que vivem na Terra Santa.

“As violações diárias dos direitos humanos e da liberdade religiosa contra cristãos e muçulmanos na Terra Santa devem parar”, disse Cristafalo.

O Rev. A. Roy Medley, secretário-geral emérito das Igrejas Batistas Americanas EUA, disse em nota que “expressou, em nome dos batistas, nossa consternação quando a religião é usada como arma para rebaixar, dividir e destruir”.

Quando o rei Abdullah visitar Washington na sexta-feira (13), e durante a próxima visita do presidente Joe Biden a Israel, os países envolvidos devem elaborar uma solução diplomática em relação aos locais sagrados para cristãos, muçulmanos e judeus.

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