Igreja chega antes do Estado no acolhimento aos Ucranianos

Autor: Redação HolyNews

Famílias vulneráveis que largaram suas casas para sobreviver e estão sem perspectiva de futuro encontram nas igrejas o socorro que precisam. Mais de 100 mil igrejas fazem parte de uma rede de acolhimento aos ucranianos que fogem da guerra todos os dias, desde que a Rússia invadiu o país. Essas igrejas estão espalhadas pelo mundo, incluindo as igrejas brasileiras localizadas em Curitiba, no Paraná, e em São José dos Campos, São Paulo. São 2,8 milhões de refugiados e cerca de 90 mil orfãos.

A mobilização de apoio é liderada pelo pastor Elias Dantas, fundador da Rede de Parceiros Reino Global, que reúne comunidades cristãs para socorrer vítimas de conflitos como este. O movimento solidário das igrejas visa cuidar dos refugiados ou realocá-los até o local onde eles escolhem ficar; as igrejas providenciam uma casa para cada família, não é abrigo compartilhado, é residência para cada um com roupas, atendimento de saúde, educação para as crianças, curso de português e trabalho para os adultos. Atualmente existem cerca de 80 mil orfãos sendo cuidados na Polônia desde que a Rússia bombardeou orfanatos.

O pastor Aloísio Luz Campanha, das Igrejas em Nova York e em Nova Jersey (EUA), lidera comunidades cristãs nestas cidades, há 15 anos, e diz que o senso de liberdade perdura no coração deles e que estão sensibilizados com o que a Ucrânia está enfrentando com a iniciativa de invasão da Rússia tentando tirar sua oportunidade de escolha e liberdade. As igrejas e pastores, neste momento, recebem e cuidam da vida dessas pessoas, um movimento que repercutiu no Brasil. Tanto aqui na América quanto no Brasil e no mundo, o interessante é que a igreja está chegando antes do Estado, cuidando, porque independentes de serem ou não cristãos, são seres humanos que precisam apoio nessa hora”, disse o pastor Aloísio.

E quando a guerra terminar?

Segundo o fundador desta mobilização, o pastor Elias Dantas, quando a guerra terminar, as igrejas parceiras trarão de volta os esposos que foram obrigados a ficar na Ucrânia para lutarem. “Vamos uni-los novamente às suas esposas e filhos e eles decidirão se querem ficar no Brasil ou se querem voltar para Ucrânia. Se quiserem voltar, nós os levaremos e reconstruiremos suas casas. Não há nenhum recurso de governos, não há nenhum envolvimento político, isso é o amor de Jesus, inclusive muitos ajudam anonimamente. Uma tragédia, coisa insana, não podemos amar a Deus e dizer ao irmão a quem vemos que não podemos fazer nada. O amor de Jesus nos constrange. Não estamos procurando ajuda de governo ou ongs. Nossa rede de igrejas vai além de doar roupas e comida, ela reconstrói a vida das famílias, cuida delas, é privilégio ser útil e ajudar o outro, os custos são altos e muitos ajudam anonimamente com passagens aéreas. Recebemos e-mails de igrejas querendo aderir à iniciativa em Portugal, Espanha, Reino Unido, EUA, Brasil e Canadá, até agora. Eles querem adotar uma família – trazendo-os para suas comunidades e cuidando deles, ou ajudando financeiramente uma igreja local na Romênia, Moldávia, Eslováquia, Hungria, Polônia e no lado ocidental da Ucrânia para cuidar da família”.

Nesta terça-feira, diplomatas de países ocidentais responsabilizaram a Rússia, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, por uma crise alimentar global, devido à invasão. Numa reunião sobre a situação humanitária na Ucrânia, Estados Unidos (EUA), França e Reino Unido afirmaram que os bombardeamentos incessantes da Rússia a cidades e infraestruturas críticas da Ucrânia criaram uma das maiores crises humanitárias das últimas décadas, deixando milhares de cidadãos sem comida, água, aquecimento ou eletricidade durante um inverno severo. O sofrimento tem sido grande, por outro lado o patriotismo dos ucranianos, o amor que eles têm pelo país, pelo local onde nasceu chega a ser admirável, a Ucrânia está dando mostra ao mundo de que isso é forte para eles.

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